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Novos caminhos para o mesmo lugar:
a falsa solução dos agrocombustíveis

São Paulo, 20/11/08.- Na publicação, os autores analisam a relação entre o aumento da produção e as expectativas de comércio mundial do etanol, o preço dos alimentos, a justiça climática, a demanda e os impactos da indústria automobilística e a disputa por territórios. Propõem-se a desmistificar o discurso da promoção do desenvolvimento rural, da disponibilidade de terras ditas degradadas, das garantias do zoneamento ecológico num contexto de conflitos agrários, da certificação no âmbito do aumento dos fluxos do comércio internacional de commodities energéticas e das frustradas expectativas de inclusão social no modelo agroexportador que se expande e se reproduz, com a febre dos agrocombustíveis.

Conforme adianta uma das autoras e coordenadora do Amigos da Terra/Brasil, Lúcia Ortiz, o texto “aponta os caminhos e desafios para a transição energética, que requer a transformação do modelo de agricultura, a revisão dos padrões de consumo, um processo de localização das economias e encurtamento das distâncias - entre quem produz e quem consome - e a construção da soberania dos povos sobre o destino dos seus territórios”.

Fonte: NAT Brasil

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