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Madeira: Eletrobrás não terá maioria em Jirau

Ministro garante que superestatal ficará fora do controle de consórcios.

Brasilia, 14/03/08.- O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu ontem que a Eletrobrás, convertida agora em superestatal, não será majoritária em qualquer consórcio que disputará a usina hidrelétrica de Jirau, a segunda no Rio Madeira a ir a leilão. A venda está marcada para 9 de maio. A companhia participou, por meio de suas controladas, de todos os grupos que entraram na licitação da usina de Santo Antonio - o consórcio vencedor desse leilão tem participação de Furnas Centrais Elétricas.

Lobão reafirmou que o governo não tem qualquer intenção de reestatizar o sistema e que a medida provisória (MP) 396, que deu superpoderes à empresa, tem como objetivo apenas fortalecer a holding do setor elétrico.

- Não queremos ser majoritários como política de governo. A Eletrobrás e seu sistema (Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul) estarão participando desses leilões todos sempre em consórcios de empresas privadas, até para ajudá-las. Essas empresas (privadas) são muito boas construtoras, mas o know-how técnico é do sistema. A Eletrobrás é importante para a segurança do sistema. Não precisa ser majoritária - afirmou.

O ministro indicou ainda que a recente alta do petróleo - com o preço do barril por volta de US$110 - não fez o governo mudar de idéia sobre a manutenção do preço dos combustíveis no mercado doméstico. A gasolina e o diesel não sofrem aumento desde outubro de 2005 e o GLP residencial, desde janeiro de 2003. Perguntado sobre a disparada da cotação internacional, respondeu:

- Ainda não teve nenhuma repercussão aqui dentro.

Para ministro, não haverá apagão em 2008 ou 2009

O ministro defendeu ainda a manutenção das usinas termelétricas ligadas, apesar do retorno das chuvas e de o nível dos reservatórios das hidrelétricas ter atingido 70% no Sudeste e no Centro-Oeste. O tema será discutido hoje, durante a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O encontro, que estava inicialmente marcado para o dia 19, foi antecipado.

- Não creio que devamos neste momento ainda desligá-las. Não há qualquer risco, repito, para este ano ou para o próximo. Nós não estamos trabalhando com qualquer faixa de risco. Até por maior segurança, talvez seja o caso de manter as térmicas ainda funcionando. Mas, de qualquer maneira, esta decisão será tomada amanhã (hoje) no CMSE - afirmou Lobão.

A geração termelétrica no país tem ficado entre 5 mil e 6 mil megawatts (MW), sendo 3 mil MW de usinas movidas a gás natural, 1,3 mil MW de nucleares (Angra 1 e Angra 2) e o restante a carvão e a óleo.

Outro tema que será discutido é o nível-meta que os reservatórios das hidrelétricas deverão atingir no fim deste ano. O objetivo do governo é garantir o abastecimento de energia no próximo ano.

Fonte: O Globo

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